sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Inimigo Imaginário

Tu que persegue meus passos
Apontai as mãos para as trevas e desejai meus fracassos
Vem a mim em noites inquietas
Bebe minha vida e arranca minha glória

Tu que na espreita me espera
Segue com ódio e ataca minha paz sincera
Inútil são os atos de benevolência
Para ti o perdão é mera heresia e não aceitais os meus

Tu que anseia minha guerra
Com olhos de larápia enlaça minha terra
Na escuridão estende vossa mão
Sem dizer que pretendes atacar meu coração

Tu que mandas chuvas, furacões e turbilhões
E pensar que um dia poderia confiar a ti meus milhões
De sonhos puros em águas livres de tubarões
Queres que eu mergulhe e não volte consciente, eu sei

Tu que repousa sobre minha cabeça
Dela faz seu lar enquanto corrói minha crença
Em uma vida simples banhada a amor dourado
Tu premedita meu apocalipse, eu sei

Pois para ti, deus da infelicidade, agora, te digo
Ouça- me e portanto, deixarás aquele que perturba
Libertarás o mal que conduz em ti e espalha em meu corpo

Inútil faz em apontar suas armas espinhosas
Porque possuo armadura forte
Fundida dia a noite
Feita de aço, cobre e ferro nobre
Em meu peito ela reluz divina, como uma mãe protetora
Minhas forças repõe a vida abençoada
Guia meu caminho e clareia vossas sombras
Mira a mim e receberás seu ataque em dobro
Há tempos me preparo para o dia em que enterrarei-te
Vais estar dentro de mim calado e congelado
Nunca vencerás minha Vida...










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